terça-feira, 20 de agosto de 2013

É vício ou falta de amor próprio?


 Todos os dias surgem novas drogas no mundo, sejam elas permissivas ou não, todavia, os farmacêuticos criam novas substâncias na busca de curar ou amenizar um problema de saúde. Mas o que dizer do consumo de tabaco no Brasil? Quantas vezes você ouviu alguém dizer que a grande maioria dos fumantes são mal educados? É incrível como as pessoas são egoístas. Muitos entendem que a fumaça do cigarro incomoda, mas isso não é o suficiente para o fumante parar de fumar, ou simplesmente ir para outro lugar.

As últimas pesquisas relacionadas ao tabagismo mostraram que só no Brasil morreram quase dois milhões de pessoas vítimas de câncer provocado pelo fumo na última década, sem mencionar aqui o exorbitante valor do que foi gasto pelo SUS com estas pessoas. O valor ultrapassa bilhões de reais no tratamento somente com pessoas que adquiriram algum tipo de câncer oriundo do fumo.  Mas, quanto vale a vida de quem fuma para quem fuma? Até que ponto uma pessoa negligencia o amor à própria vida e aos poucos paga para morrer? Se sei que o fumo pode me tirar a saúde e consequentemente a vida, então por que não paro?

Ainda que o Ministério da Saúde faça campanhas e mais campanhas, diga que o cigarro contém mais de quatro mil e setecentas substâncias químicas, ainda que o governo aumente o valor do cigarro, ainda que venham as carteiras de cigarro com imagens fortes, ainda assim o adolescente, o adulto e o idoso não param; ainda que seu hálito fique terrível, ainda que seu sorriso fique amarelado e feio, ainda que o odor do cigarro fique na sua roupa mesmo após um bom banho; ainda assim eles não param; então... pode sim ser falta de amor próprio, afinal, ninguém destrói aquilo que ama, mas se não ama, então se destrói.

Deus disse ao homem: “Domine sobre as aves dos céus, os peixes do mar, os animais do campo e sobre todas as plantas e árvores” Mas, o que vemos é que as plantas estão dominando muitas pessoas. Tenho vários amigos que fumam, mas não sei se poderia dizer que estes amigos são amigos de si próprio.

Texto: Gleyber Miranda

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